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Tem uma coisa que o Brasil produz em abundância e que quase ninguém enxerga como ativo energético: resíduo agrícola.

  • 26 de jun.
  • 1 min de leitura

Bagaço de cana. Palha de soja. Sobras de eucalipto. Casca de arroz. São centenas de milhões de toneladas por ano espalhadas por todo o país, e boa parte disso não tem destino nobre.


A gaseificação de biomassa consegue transformar esse material em hidrogênio verde. E tem uma característica que faz diferença para o Brasil: a planta pode ser instalada perto de onde o resíduo é gerado.


Numa usina de cana. Numa serraria. Num complexo de processamento de grãos.


Isso importa porque um dos maiores custos do hidrogênio hoje é justamente mover o produto de onde é produzido até onde é usado. Quando a produção acontece próxima da demanda, essa conta muda.


Outros países estão olhando para essa tecnologia. O Brasil poderia estar na frente, temos matéria-prima, temos território, temos agronegócio consolidado.


O que falta ainda é o mesmo de sempre: política pública clara e capital disposto a apostar no setor.

 
 
 

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